Serviço
Análise físico-química e cromatográfica de óleo isolante
Dentro de um transformador a óleo, tudo que acontece de errado deixa rastro no fluido. Arco elétrico, sobreaquecimento, entrada de umidade e degradação do papel isolante geram assinaturas químicas diferentes. Ler essas assinaturas é o exame de sangue do equipamento.
O que é e como funciona
A análise físico-química avalia se o óleo ainda cumpre sua função de isolar e refrigerar. Os ensaios usuais são rigidez dielétrica, teor de água, índice de acidez, tensão interfacial, fator de perdas dielétricas, cor e aspecto visual.
A análise cromatográfica de gases dissolvidos é o exame mais revelador. Ela identifica e quantifica os gases gerados dentro do equipamento e, pela proporção entre eles, aponta o tipo de falha em curso: descarga parcial, arco de alta energia, sobreaquecimento do óleo ou degradação da celulose do papel isolante.
A coleta é feita em campo, com o transformador em operação, seguindo procedimento que evita contaminação da amostra. A interpretação do resultado vem no laudo, com a recomendação: manter o ciclo, antecipar a próxima coleta, tratar o óleo ou programar intervenção.

Quando fazer
- Como rotina anual em transformadores de potência a óleo
- Ciclo mais curto em unidades críticas, antigas ou com histórico de anomalia
- Depois de qualquer atuação de proteção do transformador
- Antes e depois de tratamento por termovácuo, para comprovar o resultado
- No recebimento de transformador usado ou reformado
- Quando a termografia ou o ensaio elétrico apontou algo a investigar
Escopo
O que está incluso no serviço
Escopo escrito antes de começar. Sem surpresa no meio do caminho e sem item que aparece só na fatura.
- Coleta da amostra em campo, com procedimento contra contaminação
- Rigidez dielétrica
- Teor de água
- Índice de acidez e tensão interfacial
- Fator de perdas dielétricas
- Cor e aspecto visual
- Cromatografia de gases dissolvidos
- Análise de PCB, quando aplicável
- Interpretação técnica do conjunto de resultados
Normas aplicáveis
- NBR 10576
- Óleo mineral isolante em serviço: diretrizes para supervisão e manutenção
- NBR 7274
- Interpretação da análise dos gases dissolvidos em equipamentos isolados a óleo
- NBR IEC 60156
- Determinação da tensão de ruptura de líquidos isolantes
O que você recebe
- Laudo com todos os ensaios e os limites de referência aplicáveis
- Interpretação da cromatografia com o diagnóstico provável
- Comparação com coletas anteriores, quando houver histórico
- Recomendação objetiva e prazo para a próxima coleta
Todo serviço executado tem garantia de 12 meses, renovável enquanto o contrato de manutenção preventiva estiver ativo.
Dúvidas
Perguntas frequentes sobre análise de óleo
Precisa parar o transformador para coletar?
Não. A coleta é feita com o equipamento em operação, pelo registro de dreno, seguindo procedimento que preserva a integridade da amostra.
Qual a diferença entre a físico-química e a cromatográfica?
A físico-química responde se o óleo ainda serve para isolar. A cromatográfica responde o que está acontecendo dentro do transformador. São exames diferentes, com finalidades diferentes, e o ideal é fazer os dois no mesmo ciclo.
O resultado ruim significa trocar o óleo?
Nem sempre. Óleo com teor de água alto e demais parâmetros aceitáveis costuma ser recuperado por tratamento termovácuo, que custa uma fração da troca. A decisão sai da leitura do conjunto dos ensaios, não de um número isolado.
Combina com
Serviços relacionados
Na prática, estes serviços costumam ser contratados junto, porque um confirma o resultado do outro.
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